Canoa tradicional havaiana cruzará os mares sem bússola ou GPS

Hokule'a, canoa tradicional havaiana de 19 metros e movida a vela, está no meio de uma viagem de três anos pelo mundo.

A equipe de 13 pessoas não pode usar bússola, sextante, GPS nem telefones celulares, se valendo apenas da posição do Sol, da Lua e das estrelas, utilizando correntes oceânicas, padrões de onda e até o comportamento de peixes e pássaros para se localizarem.

Desde a viagem inaugural, em 1976, a canoa vem viajando pelo Pacífico tentando ajudar a resolver o debate sobre as origens dos primeiros colonizadores polinésios.

Em um modelo similar, o explorador norueguês Thor Heyerdahl navegou, em 1947, da América do Sul à Polinésia em uma jangada para mostrar que os sul-americanos poderiam ter colonizado a Polinésia da mesma forma. A hipótese de que nunca foi aceita pela maioria dos estudiosos.

HongKongHuey/Flickr

A Hokule'a iniciou em 2014 uma jornada de mais de 110 mil quilômetros pelo mundo para atrair a atenção p

ara os efeitos da mudança climática nos oceanos.

Embora a equipe a bordo da Hokule'a use as técnicas tradicionais de navegação na maior parte do tempo, a canoa está equipada com instrumentos modernos, para casos de emergências e para navegar pelos estreitos e canais mais perigosos, como o canal de

Moçambique e o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.

"Navegaremos sem eles se for possível. Contudo, se o clima nos ameaçar, ou se se tornar uma questão de velocidade, vamos usar os instrumentos", disse Jenna Ishii, 29, navegadora aprendiz.

Os tripulantes documentam seus dias no mar publicando vídeos e escrevendo em blogs; o site da Hokule'a tem um mapa que acompanha ao vivo a localização.

(Fonte: Uol)


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